quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quando é o melhor momento para realizar as atividades diagnósticas?

Uma das expressões mais utilizadas no inicio do ano letivo é atividades diagnósticas. Porém surge uma pergunta: Quando é o melhor momento para realizar as atividades diagnósticas? Encontrei a resposta desta pergunta no blog Coordenadoras em ação. Leia na integra o texto de Helena Cristina Ruiz.
 
Depois do terceiro dia de aula, a Ana, uma professora de uma turma de 5 anos, na qual todas as crianças já haviam sido alunas da escola no ano anterior, veio bem preocupada conversar comigo. Ela me disse o seguinte:
 
“Leninha, estou bem preocupada com a turma deste ano. Eles são muito agitados e parece que não conhecem a rotina da escola. Pegam os jogos e brinquedos e não colocam de volta no lugar, não se concentram nas atividades, o tempo todo é um cutucando o outro. Nas atividades que propus, poucos estão escrevendo seu nome com autonomia. A escrita da maioria está na fase pré-silábica e até para fazer quantificação parece que é turma novata na escola. O que será que aconteceu? Antes do início das aulas, dei uma lida nos relatórios do ano anterior e os últimos diagnósticos de escrita e matemática são bem mais avançados do que estão demonstrando agora… Será que a professora ajudou nas atividades?”
 
A Ana é uma ótima professora, experiente nessa faixa etária e muito atenta às aprendizagens das crianças. Entretanto, todo começo de ano ela estranha muito!
Depois de alguns anos acompanhando o início de ano de diferentes professoras veteranas na escola, consigo dar uma explicação: elas começam o ano tendo em mente como era sua turma no final do ano anterior e, então, comparam a turma iniciante com aquela que saiu em dezembro. Só que são turmas muito diferentes, não é mesmo?
Ao longo dos meses, as crianças vão entrando no ritmo do professor, escrevem seu nome e participam de muitas atividades diariamente. Aí, chegam as férias, com uma rotina (ou falta dela!) bem diferente e, quando se inicia um novo ano letivo, elas têm colegas e professoras novos, mudam de sala e retornam querendo explorar tudo!
 
Diante disso, acredito que devemos considerar dois pontos:
 
1- Essas crianças precisam de um período de adaptação à rotina escolar e ao professor
Conversei com a Ana para que nas duas primeiras semanas de aula propusesse atividades mais voltadas à integração das crianças e à adaptação à rotina escolar e ao jeito do professor.
Para quem está de fora, é bem visível o jeito particular de cada professor encaminhar a gestão da turma. Há professor mais controlador e outros que dão mais autonomia para as crianças; uns lidam bem com certas transgressões (naturais em qualquer grupo) e outros exigem mais disciplina quando estão fazendo as atividades; uns querem os jogos e brinquedos organizados de determinada maneira e outros não se importam tanto. As pessoas são diferentes e o coordenador pedagógico precisa respeitar o jeito de cada um, desde que todos estejam fazendo uma gestão de sala considerando e respeitando as crianças também.
Sugeri, então, que a professora planejasse atividades variadas, tais como:
  • Arte: desenho coletivo no papel kraft; pintura na parede de azulejos; coleta de folhas e pauzinhos pelo pátio da escola para elaboração de uma montagem em duplas (land art);
fazer a massinha de modelagem (distribuindo 2 copinhos de café, ½ de sal, água e corante para cada criança) sentados em roda
  • Oralidade: colocar pistas dentro de uma caixa para as crianças descobrirem imagens de animais que foram colocadas dentro dela; ensinar um poema e propor que memorizem e recitem para a turminha de 2 e 3 anos que está em adaptação e na maior choradeira
  • Leitura: atividades de leitura do nome através de brincadeiras; leitura dos itens registrados na rotina do dia; leitura dos títulos das capas dos livros de histórias
  • Escrita: brincar de forca com os nomes das crianças; ditar as letras para escrever a brincadeira de movimento do dia; escrita de substantivos com letras móveis (em duplas). Todas as atividades são de escrita coletiva
  • Matemática: brincar de recitar os números enquanto esperam o horário de sair para o parque; fazer jogos ou brincadeiras no pátio na qual tenham que quantificar, como “Mamãe, posso ir?” (um líder determina quantos passos cada criança pode dar imitando um animal) eCircuitos” (subir a escada do escorregador, dar 5 passos grandes, contar até 20 com as mãos no muro e depois andar na mureta do tanque de areia contando até quanto for possível, por exemplo), brincar de pular corda contando até que número se consegue saltar
Certamente essas atividades permitirão que a turma se conheça, volte à rotina de uma maneira mais tranquila e aprendam a trabalhar coletivamente.
 
2- As atividades diagnósticas devem ocorrer apenas depois dessa readaptação
Tanto na turma de 4 anos como na de 5, sugeri as professoras que planejassem as atividades de diagnóstico dos saberes de cada criança apenas a partir da terceira semana de aula.
 
Tudo que deixamos de fazer por um determinado tempo precisa ser retomado aos poucos e isso também vale para os pequenos. Ora, eles ficaram quase dois meses sem a rotina de escrever seu nome na folha de atividades, sem ter que pensar em letras e números e estar com tantas crianças e regras de convivência. Agora, é preciso repertoriá-los para depois propor uma atividade que mostre o que cada um sabe de verdade. Vou tratar desse assunto com mais detalhes na próxima semana!
 
E voltando ao nosso caso inicial… Depois que conversei com a Ana e relembrei o início dos anos anteriores, ela concordou que estava esquecendo que eles são bem menores no começo do ano e que, de fato, sua mente estava na turma na turma do ano anterior.
E vocês, coordenadores, como planejam as duas primeiras semanas de aula?
 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

COMECE BEM 2014 VOLTA AS AULAS

Gostei muito do artigo publicado no site da Revista Nova Escola. Nos dá dicas de como começar bem o ano letivo de 2014. Segue o link da postagem: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/50-ideias-2010-518585.shtml

VOLTA AS AULAS 2014

É com grande expectativa que começaremos nos próximos dias o ano letivo de 2014. Depois de aproveitar as férias retornaremos a escola. Nesta semana estarei publicando dicas de como trabalhar na primeira semana de aula. Que todos nós possamos ser bem sucedidos em mais um ano letivo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A regionalização e as divisões regionais no Brasil


Nesta postagem você poderá assistir a uma vídeo aula sobre a regionalização do Brasil e poderá o texto de apoio sobre o mesmo tema. Qualquer dúvida é só postar aqui.

Vídeo-aula sobre a Regionalização do Brasil


Por regionalização, entende-se a divisão de um espaço ou território em unidades de área que apresentam um certo número de características que as individualizam.
  A regionalização pode ser estabelecida com base em diferentes critérios (físicos ou naturais, socioeconômicos, etc.) e tendo em vista diferentes objetivos ou finalidades, tais como políticos, econômicos. estatísticos (divulgação de dados estatísticos), administrativos, de planejamento, didáticos (ensino da Geografia).

As divisões regionais oficiais do Brasil
  O surgimento das divisões regionais oficiais do Brasil está vinculado à centralização do poder político na esfera federal e à política de industrialização e de integração econômica e territorial implantada na década de 30 pelo governo Getúlio Vargas.

  No início do século XX, a economia brasileira era constituída por várias economias regionais fracamente ligadas entre si e estruturadas com base na exportação de produtos primários. A fragmentação econômica regional configurava o que se convencionou chamar de“arquipélago econômico”. O Nordeste açucareiro, o Sudeste cafeeiro e a Amazônia extrativista (borracha) eram as principais “ilhas” formadoras do arquipélago econômico.

Como a integração entre as economias regionais era muito limitada, os mercados regionais tinham maior importância que o mercado nacional. Outra característica da’ ‘economia de arquipélago” era a forte concentração de poderes nas mãos das oligarquias estaduais e regionais, como a oligarquia cafeeira.
Na década de 30, impulsionado pela política de industrialização e de integração econômica do espaço nacional, o governo Getúlio Vargas desmontou a estrutura espacial da economia de arquipélago, criando em seu lugar uma economia espacialmente integrada, ou seja, uma economia nacional.

O processo de integração econômica do espaço nacional contou, entre outras, com as seguintes iniciativas por parte do governo federal: A extinção dos impostos que cada um dos estados cobrava sobre as mercadorias provenientes dos outros estados. A remoção dessa barreira alfandegária entre os estados facilitou o incremento do comércio interestadual e inter-regional.

A eliminação do direito que os estados tinham de legislar sobre o comércio externo. A realização de grandes investimentos por parte do governo federal em obras de infra-estrutura ou serviços de alcance nacional (transporte, comunicações, energia, saúde, educação, etc.), facilitando a integração da economia e do território nacionais.

A integração econômica do espaço nacional gerou a necessidade do conhecimento estatístico do território. Por isso a preocupação do governo federal em estabelecer, pela primeira vez no Brasil, uma divisão regional oficial. Fruto dessa preocupação governamental foi a criação, em 1938, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O surgimento do IBGE, no ano seguinte ao da implantação do Estado Novo (ditadura Vargas, iniciada em 1937), “reveste-se de caráter estratégico importante já que ele será visto como mecanismo tecno-científico de instrumentalização do espaço, necessário para impulsionar o desenvolvimento capitalista no Brasil e a construção do Estado-Nação” (André Roberto Martin, in Revista do Departamento de Geografia da USP, n. 5, p.79).

As divisões regionais de 1946 e 1969

Em 1938, nascia o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ), encarregado de realizar os levantamentos demográficos, econômicos e sociais abrangendo a totalidade da população e das estruturas produtivas do país. Em 1946, o IBGE apresentou a primeira divisão oficial do território brasileiro, que tinha como objetivo uniformizar e tornar comparáveis entre si os estudos e levantamentos estatísticos realizados pelos diversos órgãos federais, fornecendo-lhes uma base territorial comum. Além disso, pretendia servi de suporte para o ensino de Geografia do Brasil nas escolas.

Essa primeira regionalização do Brasil foi baseada no conceito de região natural. Assim, as unidades regionais foram identificadas através do estudo das influências recíprocas entre diferentes fatores naturais, principalmente clima, vegetação e relevo. Apesar de baseada na uniformidade dos elementos da natureza, a divisão regional de 1946 considerava as unidades políticas do território, todos os estados foram “encaixados” inteiros dentro das grandes regiões, mesmo aqueles que apresentam paisagens naturais muito distintas dentro de suas fronteiras.

Em 1969, o governo brasileiro tornou oficial uma nova proposta de regionalização, também saída dos quadros do IBGE. Essa divisão foi fundamentada no conceito de regiões homogêneas, definidas segundo uma combinação de características físicas, demográficas e econômicas. As regiões homogêneas foram delimitadas a parti de estudos setoriais envolvendo os domínios ecológicos, o comportamento demográfico, a estrutura industrial, a agricultura, a rede de transportes etc. O resultado desses estudos foi a divisão do Brasil em 360 microrregiões homogêneas, agrupadas em cinco grandes unidades macrorregionais. Assim como na Divisão regional de 1946, os limites interestaduais foram considerados no traçado das Grandes Regiões.

Na Divisão Regional do Brasil de 1969, os estados da Bahia e Sergipe foram incluídos na Região Nordeste. Grande parte do território desses estados caracteriza-se pela baixa pluviosidade e integra o “Polígono das Secas”. Segundo os técnicos do IBGE, essa condição natural gera problemas socioeconômicos comuns à região nordestina; daí a nova delimitação da Região Nordeste.

A Região Sudeste foi criada em substituição à antiga Região Leste; São Paulo, antes pertencente à Região Sul, passava a integrar a Região Sudeste. Essas modificações foram justificadas com base no processo de industrialização e de crescimento econômico do país. A concentração da indústria nos estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais serviu de base à criação de uma região “central” do ponto de vista da economia. O núcleo triangular São Paulo-Rio de Janeiro-Belo Horizonte surgia como ímã dessa região “central”. Juntos, os três estados detinham 80,3% do valor da transformação industrial do país e 70,1% dos empregos
do setor.

Outros vídeos que podem ajudá-los seguem nos links a seguir:



quinta-feira, 9 de maio de 2013

INSCRIÇÕES ENEM 2013

A edição 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada em 26 e 27 de outubro. A inscrição deverá ser feita de 13 a 27 de maio. O prazo final para o pagamento da inscrição de R$ 35 é29 de maio. O edital com todas as informações do Enem será publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9.

No primeiro dia de aplicação do Enem, os candidatos farão questões de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia de provas, serão aplicadas as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.

Entre as mudanças no edital 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou mais rigor na correção das redações. Este ano, a discrepância entre as notas dos dois corretores independentes não pode ultrapassar 100 pontos – no ano passado, a discrepância era de 200 pontos. Se houver discrepância maior de 100 pontos, a redação passa por um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, a correção é feita por uma banca de especialistas.

A estimativa do Ministério da Educação é de que, com esta alteração no processo de correção, uma em cada três redações sejam encaminhadas ao terceiro corretor.

“A avaliação nossa é que foi muito positivo o êxito que tivemos. Mesmo assim a gente aprende. A vista pedagógica das redações é exatamente para ter um debate e aprimoramento do processo”, salientou o ministro. Segundo ele, os corretores também receberão aprimoramento no treinamento.

A partir desta edição também está prevista a anulação das redações que apresentem partes do texto deliberadamente desconectadas com o tema proposto. A mudança está prevista com a inclusão do item 14.9.5 no edital do Enem.

As redações são corrigidas com base em cinco competências, que valem de zero a 200 pontos. Redações com discrepâncias maiores que 80 pontos entre as competências também são corrigidas por um terceiro corretor. O novo edital do Enem prevê maior exigência no nível cinco da competência I – demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita serão aceitos como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.

Logística – A previsão do MEC é de que mais de 6 milhões de pessoas façam o Enem este ano. A prova será realizada em 1.632 municípios brasileiros, em 15 mil locais de aplicação. A aplicação envolverá 600 mil profissionais, entre coordenadores, chefes de sala, fiscais e apoio. Este ano, o processo de certificação do Enem contará com 3.622 pontos de atenção.

Entre as melhorias desta edição do Enem, o MEC vai oferecer atendimento telefônico para todos os participantes que solicitarem atendimento específico e diferenciado.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

DADOS GERAIS DO ESPÍRITO SANTO


ESPÍRITO SANTO

A ORIGEM DO TERMO CAPIXABA
Segundo os estudiosos da língua tupi, capixaba significa, roça, roçado, terra limpa para plantação. Os índios que aqui viviam chamavam de capixaba sua plantação de milho e mandioca. Com isso, a população de Vitória passou a chamar de capixabas os índios que habitavam na região e depois o nome passou a denominar todos os moradores do Espírito Santo.

COLONIZAÇÃO
Vasco Coutinho desembarcou na capitania em dia 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade para a Igreja Católica. 

Para colonizar a terra, Vasco Coutinho dividiu a capitania em sesmarias - terras abandonadas e que, a partir da inclusão deste sistema, deveriam ser cultivadas, fomentando a agricultura e a produtividade. Esses "lotes" foram distribuídos entre os 60 colonizadores que vieram com ele. Como em Vila Velha não oferecia muita segurança contra os ataques dos índios que habitavam a região, Vasco Coutinho procurou em 1549 um lugar mais seguro e encontrou numa ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, em oposição ao primeiro, que passou a ser chamado de Vila Velha. As lutas contra os índios continuaram até que no dia 8 de setembro de 1551, os portugueses obtiveram uma grande vitória e, para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data como a de fundação da cidade. 

Em seus 25 anos como donatário, Vasco Coutinho realizou obras importantes. Além da construção das duas vilas, também ergueu as duas primeiras igrejas locais: Igreja do Rosário, fundada em 1551 (ainda existente) e a Igreja de São João, ambas em Vila Velha. 

Também foram construídos os primeiros engenhos de açúcar, principal produto da economia por três séculos. Uma iguaria que reinou absoluta até 1850, quando foi substituída pelo café. Em 1551, o padre Afonso Brás fundou o Colégio e Igreja de São Tiago. Foi esta construção que, após sucessivas reformas, transformou-se no atual 
Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. 

Com a chegada de missionários, foram fundadas as localidades de Serra, Nova Almeida e Santa Cruz, em 1556. Dois anos mais tarde, a vinda de frei Pedro Palácios resultaria na fundação do principal monumento religioso do Estado: o Convento da Penha. Uma homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo. 

DADOS GEOGRÁFICOS
Área
46.078 km2
Naturalidade
Capixaba
Capital
Vitória
Limites
Norte: Estado da Bahia
Leste: Oceano Atlântico
Sul: Estado do Rio de Janeiro
Oeste: Estado de Minas Gerais

População
3.473.013
(Fonte: IBGE 2011 - IJSN)

População Economicamente Ativa (PEA), Por situação de domicílio
Urbana - 1.540.469
Rural - 356.025
Total - 1.896.494
Fonte: PNAD/IBGE 2009 - IJSN

NÚMERO DE ELEITORES
Eleitorado - 2.475.415
Fonte: TRE

REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR
Deputados Estaduais - 30
Deputados Federais - 10
Senadores - 3
** Indicador do PIB Trimestral 2009. Elaboração: Rede de Estudos Macroeconômicos (MACRO) / CEE - IJSN.


TRANSPORTES

Aeroportos
O principal aeroporto capixaba é o Eurico Aguiar Salles, em Vitória, localizado num sítio aeroportuário com pouco mais de 5,4 milhões de metros quadrados. Instalado em 1946, apresenta atualmente um grande crescimento, tanto no transporte de passageiros, quanto de carga. Está em curso uma obra de ampliação em 15% de seu potencial. Vitória é um dos 35 aeroportos da Rede Infraero que conta com um terminal de cargas internacional. 
As informações sobre os aeroportos capixabas são disponibilizadas pela Infraero.

RODOVIAS
A malha rodoviária do Espírito Santo é composta por 760 quilômetros de rodovias federais, com destaque para a BR-101, que liga o Estado ao Rio de Janeiro e à Bahia, e a BR-262, que leva até Minas Gerais.
Além disso, todos os 78 municípios são interligados por vias asfaltadas e grande parte das rodovias estaduais foi recentemente recuperada pelo governo do Espírito Santo.

FERROVIAS
As ferrovias do Estado já tiveram uma posição privilegiada porque integravam uma boa parte do território estadual, com quase toda a região sudeste do Brasil. Porém, com uma política voltada a privilegiar o sistema rodoviário, hoje o Estado possui somente a Ferrovia Vitória-Minas da CVRD, em pleno funcionamento, que transporta prioritariamente minério de ferro de Minas Gerais. Conta também com a ferrovia Centro-Atlântica S/A, que liga Vitória ao Rio de Janeiro. 


PORTOS
O complexo portuário do Espírito Santo – um dos maiores da América Latina – é de suma importância para o desenvolvimento do Estado. É responsável por cerca de 9% do valor exportado e por 5% do valor importado pelo país. No total, movimenta em torno de 45% do PIB Estadual. Sua estrutura permite a movimentação de diversos tipos de carga. É composto pelos seguintes portos:
Porto de Vitória - Administrado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), movimenta contêineres e carga geral por meio dos terminais Cais de Vitória, Companhia Portuária de Vila Velha (CPVV), Terminal de Vila Velha (TVV), Capuaba, Peiú, Paul/Codesa e Flexibrás.
Porto de Tubarão - Administrado pela Vale, que é o maior exportador de minério e pelotas de ferro do mundo. Está localizado na ponta de Tubarão, na parte continental do município de Vitória. Além do minério de ferro, movimenta diversas outras cargas, a exemplo de grãos e combustíveis.
Porto de Praia Mole – Constituído pelo Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS), operado pelo consórcio ArcelorMittal Tubarão, Usiminas e Gerdau Açominas, é responsável por 50% das exportações brasileiras de produtos siderúrgicos e pelo Terminal de Carvão, operado pela Vale, que é responsável pela importação de carvão que atende a essas usinas siderúrgicas.
Porto de Ubu - Localizado no município de Anchieta, Sul do Estado, é um terminal operado pela Samarco Mineração. Foi construído para escoar a produção de pelotas de minério de ferro e também movimenta cargas diversas para consumo da empresa e de terceiros.
Portocel - Localizado ao Norte do Espírito Santo, no município de Aracruz, atende às unidades da Fibria, Veracel, Bahia Sul/Suzano e Cenibra. Maior porto brasileiro especializado no embarque de celulose, é considerado um dos mais eficientes do mundo. Com três berços em operação e capacidade anual para 7,5 milhões de toneladas, responde por 70% das exportações de celulose do Brasil.
Terminal Vila Velha (TVV) – Único terminal especializado em contêineres no Espírito Santo, é operado pela Vale, por meio da Log-In Internacional e Logística. É uma excelente alternativa para operações de importação e exportação de contêineres e carga geral, destacando-se como um dos mais produtivos terminais brasileiros nesse segmento.
Companhia Portuária de Vila Velha - CPVV – Controlado e operado pelo Grupo Coimex, atende às operações offshore de exploração e produção de petróleo no Espírito Santo. Está localizado em Vila Velha e tem registrado significativo volume de atracações e de serviços prestados às grandes corporações do setor de petróleo.

MAPA DO ESPÍRITO SANTO MICRORREGIÕES - IBGE



PETRÓLEO E GÁS NATURAL
Petróleo
Nos últimos anos, o Espírito Santo foi destaque na produção de petróleo e gás natural no Brasil. Com as descobertas realizadas, principalmente pela Petrobras, o Estado saiu da 5ª posição no ranking brasileiro de reservas, em 2002, para se tornar, em 2006, a segunda maior província petrolífera do País. 

Hoje, o Estado é o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, com uma produção de 250 mil barris por dia. Até o final de 2010, este número deve chegar a 300 mil barris diários. Os campos petrolíferos se localizam tanto em terra quanto em mar, em águas rasas, profundas e ultraprofundas, contendo óleo leve 

Dentre os destaques da produção está o campo de Golfinho, localizado no Norte do Espírito Santo, com reserva de 450 milhões de barris de óleo leve, considerado o mais nobre. O primeiro módulo de produção da área já está em operação, com o FPSO Capixaba, e o segundo deve iniciar a operação até o final deste ano, com o FPSO Cidade de Vitória. 

A Petrobras está desenvolvendo a produção do Campo de Fazenda Alegre, no Norte Capixaba, que atualmente é responsável por 60% da extração de óleo em terra. Em novembro de 2005, a estatal declarou a comercialidade do Campo de Inhambu, contendo óleo pesado, no município de Jaguaré. Outros investimentos no setor acontecem na produção dos campos marítimos de Peroá e Cangóa e na ampliação da rede de gasodutos, com o denominado Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene), que liga a malha do Sudeste e do Nordeste do Brasil, passando pelo Espírito Santo. O gasoduto de integração – constituído pelos trechos Cabiúnas-Vitória, Vitória-Cacimbas e Cacimbas-Catu –, inaugurado em março de 2010, permite o escoamento de 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia. 


Pré-Sal 
No contexto da cadeia produtiva de petróleo e gás no Espírito Santo, as áreas de pré e pós-sal formam uma combinação com elevado potencial, com lâminas d’água que variam de 1,3 mil a 2 mil metros de profundidade, onde grandes reservatórios de óleo e gás são encontrados acima e abaixo de uma camada de sal que, em média, tem 200 metros de espessura. 

No dia 15 de julho de 2010, a Petrobras anunciou oficialmente o início da produção comercial na camada do pré-sal no Espírito Santo, no Campo de Cachalote, com o FPSO Capixaba (sigla em inglês que significa plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo). Desde 2008, a estatal vinha produzindo em caráter experimental no Campo de Jubarte, onde se encontra o segundo maior polo do pré-sal brasileiro em reservas. A extração começou pelo Espírito Santo, pois as condições no mar capixaba são mais favoráveis. 

Localizado a 85 quilômetros da cidade de Anchieta, no Sul do Estado, o Campo de Baleia Franca pertence ao denominado Parque das Baleias e, de acordo com a Petrobras, começou produzindo 13 mil barris de petróleo leve por dia, chegando à produção de 20 mil barris por dia em 2010. Para isso, a empresa utilizará novas soluções tecnológicas que permitem a melhoria da eficiência operacional, o que representa um novo passo no desenvolvimento dos reservatórios do pré-sal. 

A previsão da Petrobras é que, até o final de 2010, a plataforma esteja interligada a seis poços produtores e três injetores, alcançando seu pico de produção com um volume de 100 mil barris de óleo por dia e 1,35 milhões de metros cúbicos de gás natural. 

Para mais informações acesse: http://www.es.gov.br/  e http://www.ijsn.es.gov.br/


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

50 MIL ACESSOS

Venho através deste post agradecer a todos que visitam ou já visitaram o meu blog. No dia de hoje o meu blog ultrapassou a marca de 50 mil acessos. Para mim é uma grande vitória uma vez que o assunto tratado no blog é voltado principalmente para pessoas interessadas em Geografia. O blog recebe mais de 5 mil acessos mensais de pessoas conectadas em várias regiões do Brasil e do mundo. Além do Brasil o blog é visitado por internautas em Portugal, nos Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Colômbia, Espanha, Angola, México e França.




Agradeço mais uma vez a todos pelo sucesso alcançado, embora o ano não tenha acabado ainda, já estou planejando 2013. Aguardem!